escritas com a etiqueta "música".
11:29
sábado
18 fev 2012

filosofias da internet (violino)
há uns tempos um senhor sacou do seu violino na entrada de uma estação de metro em washington e tocou durante 45 minutos as peças mais elaboradas de bach (supostamente o avô do senhor que escreveu a história da gaivota). passaram por ele cerca de 1100 pessoas mas apenas 6 pessoas pararam durante cerca de um minuto (a maior parte crianças que foram puxadas pelos pais) e cerca de 20 pessoas deram esmola (o total amealhado foram 35 dólares)



o que ninguém suspeitou é que se tratou do violinista joshua bell a tocar um violino avaliado em três milhões e meio de dólares. é um dos melhores violinistas do nosso tempo que dois dias antes deu um concerto em boston onde os bilhetes mais baratos custaram 100 dólares.

foi uma experiência social organizada pelo washington post e eu não sei se aconteceu mesmo mas li na internet e acho que acredito.

as pessoas tendem a basear-se na circunstância para apreciar ou não alguma coisa, uma questão de "gosto condicionado".

 
rui duarte
21:22
segunda-feira
13 fev 2012

já paravam com a whitney houston...
eu lembro-me assim de repente de três ou quatro músicas da senhora que está no guinness por ser a mulher com mais prémios (na história da música, presumo) e dessas quatro músicas (lembrei-me de uma que estava teimosa) três são covers.
refiro-me a "greatest love of all", "i´m every woman" e "will always love you" (todas re-interpretadas) a outra que nunca tinha sido cantada é "wanna dance with somebody" e é daquelas pimbalhadas dos oitentas que pouca gente se deve lembrar.


eu acho que também sempre gostei dela mas lembro-me bem apenas porque já ando aqui há muitos anos, mas... tirando aquelas tiradas épicas quando bateu no marido ou quando disse que não andava no crack porque era barato demais para quem tem tanto dinheiro como ela e depois confessar no programa da oprah que anda na droga (como se nunca ninguém tivesse reparado no seu comportamento alucinado) não existem muitas razões para me fazer falta (e eu também sei que eu muito menos lhe faria falta se as coisas fossem ao contrário)

acho que já chega, acalmem-se e limpem as lágrimas!
depois toda a gente pode fazer fila para comprar o "best-of" e o livro sobre a vida dela (ah! e, qualquer dia, ver o filme no cinema)

nota fotográfica:
eu sei que é a janet jackson na imagem, fui eu que me enganei de propósito (e era para ter piada)

 
rui duarte
13:38
domingo
12 fev 2012

whitney houston (ideias soltas)


a música é "i will always love you", uma das míticas dos anos 90 que, salvo erro, foi banda sonora do bodyguard com a própria e o kevin costner (o que é feito dele?)

isto vem a propósito da morte da cantora e já agora, a música foi escrita e interpretada originalmente pela dolly parton, uma voz da música country que me cativa



(a versão original é menos intensa mas mais sentida)

quando eu era criança fazia-me confusão as pessoas morrerem... principalmente quando não eram velhas. na minha cabecinha infantil imaginava que os corpos avariavam quando a idade estava avançada e as pessoas já estavam mesmo à espera desse final de garantia mas... porque é que as pessoas mais novas morriam?

uma criança ir desta para melhor seria impensável porque ainda não tinha tido tempo para fazer uma coisa tão má cujo castigo era a morte e essa era a minha desculpa para os não-velhos morrerem: portarem-se mal ou não tomarem conta do corpinho, não existiam cá defeitos de fabrico ou azares

mas eu também pensava que era preciso pagar para trabalhar e que não era preciso deixar dinheiro no supermercado (as filas serviam apenas para dar baixa daquilo que se levava para casa, para depois o senhor que tomava conta mandar vir mais)

eu acho que não sabia bem o que era o dinheiro.

agora já sei que estar vivo é o contrário de estar morto (à primeira vista não parece mas é uma expressão sábia) e que é preciso trabalhar para ganhar o dinheiro que se dá ao senhor do supermercado.

falando em supermercado, uma coisa que eu comprava quase sempre quando passei a fazer as minhas próprias compras eram pêssegos porque eu adoro pêssegos e não se comiam assim tanto na minha terra natal.


relacionado com isto, havia uma senhora gordinha que dormia na rua na zona do supermercado e escrevia com uma letra muito bonita e cuidada num caderno pautado de capa preta (eu gosto dos cadernos com capa preta, antigamente forravam-se com posters da revista bravo ou então imagens rasgadas das "nova gente" das mães).
em primeiro lugar fazia-me muita confusão a mulher não ter muito que comer e ser gordinha e depois também estranhava nunca a ter visto com uma garrafa de vinho ou cerveja ou isso (a tal imagem de marca dos sem-abrigo)

a senhora mantinha-se cabisbaixa mas levantava sempre a cabeça para olhar para mim e de vez em quando sorria (se calhar porque eu usava cabelo longo e barba). uma vez tomei coragem e ofereci-lhe um pêssego em que ela ferrou os dentes assim que imaginou que eu não estava a ver e eu tive vontade de chorar porque se estivesse no lugar dela também ia querer um pêssego.

irrita-me viver com a consciência de pessoas que podem comprar pêssegos mas nem precisam deles. sinceramente não acho que eu mereça estar vivo porque não faço deste mundo um sítio melhor e acho que sou egoísta por dar-me ao luxo de comer pêssegos (que eu adoro).

uma história engraçada tem a ver com a pena de morte nos estados unidos. o rei ou imperador da etiópia ficou fascinado pelas cadeiras eléctricas e mandou logo vir três. aquilo custou para cima de uma pipa de massa e chegou uns tempos depois por avião e só aí lembraram-se que não havia electricidade na abissínia (actual etiópia)
a parte engraçada é que uma das cadeiras ficou a servir de trono real (e as outras duas de reserva)

nota eléctrica:
eu nunca soube e nunca me lembrei ou dei ao trabalho de perceber o funcionamento de uma cadeira eléctrica e também como funciona a injecção letal. vou tratar disso quando me lembrar.

nota amorosa:
vem aí o dia dos namorados, não é?
há dias vi num filme que "i love you" e "i´m in love with you" são coisas diferentes.
desde aí tenho tentado arranjar tradução para isto.

nota manuscrita:
raios, nunca soube nem imagino o que é que a senhora dos pêssegos escrevia no seu caderno de capa preta. confesso que cheguei a pensar em espreitar o caderno num dia em que estivesse a dormir (acontecia muitas vezes) mas ela guardava sempre o tal caderno no meio das tralhas ou então abraçava-se a ele, iria ser uma tarefa complicada... e estive mesmo para meter conversa a esse propósito com ela mas acobardei-me de todas as vezes e depois deixei de a ver.

 
rui duarte
17:36
quinta-feira
09 fev 2012

Zeruda no Densetsu
provavelmente o melhor jogo deste género, foi criado pela nintendo em meados da década de 80 e continua a ser um dos melhores porque vai-se mantendo actualizado. a versão mais actual do jogo é para a consola wii e trata-se de um trabalho lindíssimo, a três dimensões e com efeitos gráficos e jogabilidade maravilhosa.



o género de jogo é RPG ou "role playing game" em que se desempenha o papel de uma personagem dentro de uma espécie de narrativa

gosto muito desta história, o nosso herói não passa de uma criança com muita coragem e um coração grande, a zelda é a princesa do reino que está em perigo (a razão muda de jogo para jogo, normalmente é uma personagem má que quer o trono) e há uma profecia que diz que apenas aquele que empunhar a espada mágica ou quebrar um selo ou etecetera, etecetera é que a conseguirá salvar (a história varia muito em cada jogo)

no decorrer do jogo não se vê muito a princesa zelda, até há quem diga que o jogo deveria chamar-se "a lenda de link"

mas é tudo muito poético e bonito, os japoneses sabem bem o que fazem, a começar pela banda sonora!
não sei se é por gostar tanto do jogo e ter passado tanto tempo de volta dele ao longo da vida mas acho que o tema musical do jogo é apaixonante:



esta interpretação foi feita a duas vozes no violino, tocadas pela mesmo pessoa (e depois sobrepostas, porque a rapariga só consegue tocar um violino de cada vez)
não sei quem ela é mas dá-me a impressão que concorreu a um daqueles "mostra que tens talento" na televisão e agora é uma espécie de estrela na internet (a música e o vídeo estão muito bonitos)

o que me fez lembrar a lenda da zelda?

ontem estava a navegar pela internet e quando cheguei a uma página inexistente estava a informação de "ligação morta" ("you found a dead link", muita piada...)

nota fonética:
o título desta escrita significa "a lenda de zelda" e está escrito em japonês ocidentalizado (pegam no som de cada letra e constroem palavras como um japonês as diria. "battle royale", um filme que eu gostei imenso do realizador japonês que eu mais gosto e o único que eu sei o nome de cor, tem o título original "batoro royaru")

trabalho de casa:
terás que fazer uma pesquisa utilizando a ferramenta para esse efeito nesta página, à direita desta escrita, pela palavra "zelda"

ainda mais uma nota:
diz que para estarmos realmente especializados em alguma coisa temos que lhe dedicar 10000 horas (escrevi isto só para não me esquecer, depois já cá volto a este assunto...)

 
rui duarte
01:04
segunda-feira
06 fev 2012

as outras duas do george harrison
beatles - something



beatles - while my guitar gently weeps



(claro que a preferida é aquela do sol)

 
rui duarte
13:49
quinta-feira
02 fev 2012

a evolução da dança com tesouras (o que é o tribadismo?)
a propósito de the cure e do seu vocalista, robert smith (o ursinho gótico), há dias estive a ver "stalkers" famosos deste senhor (em português diz-se "perseguidor") e encontrei um caso bastante recente em que o cantor chegou a casa e tinha um bando de gente a tirar fotografias... e é claro que ficou danado mas não fez queixa à polícia e até lhes deu uma boleia até ao vilarejo mais próximo (abstenho-me de mais comentários...)



e também descobri que um senhor com o nome artístico "del marquis", guitarrista e fundador dos scissor sisters, antes de ter o seu próprio sucesso gostava tanto do "roberto" que o perseguia e dormia ao relento à porta dos hotéis onde os the cure estavam hospedados



(o guitarrista é o que tem as calças de gola alta)

hoje em dia as coisas mudaram e "del marquis" está na lista dos 40 homossexuais (declarados) mais famosos e claro que isto é motivo de orgulho (gay...) mas tenho a certeza que os meus pais não iam adorar a ideia se fosse eu.

eu adoro a música dos scissor sisters, acho que actualmente destaca-se bastante e tem qualidade (apesar de ser para os rolas) e apeteceu-me, por qualquer razão, saber porque é que adoptaram este nome... por isso pesquisei e descobri!



tem a ver com o tribadismo ou "scissoring" (é como se diz na gíria em estrangeiro). não fico por aqui, vou deixar a descrição retirada da wikipédia:

"Tribadismo é um acto sexual lésbico. Termo de origem grega para designar frotação ou esfregação, as praticantes têm a definição de tríbade. É o acto de roçar ou esfregar a genitália na genitália da parceira. No entanto, o tribadismo pode ser praticado em qualquer parte do corpo da outra em que o sexo consiga posicionar-se num bom ângulo."

("genitália" tem sempre piada, tal como "franga")

notas abichanadas:
- eu sempre pensei que "scissor sisters" era uma referência a "costureiras" ou assim (tou a brincar, claro que é suposto ser gay)
- declaro que "discoteca gay" daqui para a frente passa a chamar-se "cabeleireiro".
- (posto o ponto anterior...) o grande "cabeleireiro" da minha terra está envolto em polémicas porque o povo quer encerrar o estaminé mas eu não percebo bem porquê e não há-de ser por causa do barulho porque na zona não vive ninguém... será que esta gente tem alguma coisa contra o uso de plumas, gritos de esganiço ou esfincteres pouco elásticos? ("shame on them")

voltando aos the cure, new order tem alguma coisa a ver dado que são praticamente contemporâneos, são também britânicos e pertencem ao universo das minhas bandas preferidas de sempre.
tratam-se dos sobreviventes de joy division depois que o seu vocalista, ian curtis, decidiu que queria pendurar-se pelo pescoço porque era uma pessoa muito sombria, deprimida (e deprimente) e reflectia isso nas letras das suas músicas que tinham sempre a ver com tristeza, insatisfação e solidão.
era também extremamente introvertido e não se deixava arrastar facilmente para cima de um palco mas ficou conhecido pela sua dança empenhada, absorvida pela música e um pouco alucinada.


ora... como é possível que uma pessoa tão atrofiada que passava tão mal quando tinha que actuar (com direito a vómitos e diarreia) conseguia-se "libertar" daquela maneira ao ponto de contagiar e inspirar a dança de muita gente daí para a frente?

muita gente ainda o copia, é um facto (e não me façam falar do david fonseca que eriçam-me logo os nervos) mas... não passava de epilepsia! o homem tinha ataques epilépticos bastante frequentes e calhou bem porque pegou moda...

e assim é o mundo (da música)

 
rui duarte
23:42
quarta-feira
25 jan 2012

diz que..
os blur estão a trabalhar num novo album, por isso fica atento.


 
palmira maria
00:13
domingo
22 jan 2012

boa noite


 
rui duarte
20:01
sábado
21 jan 2012

cantava o "hero" do enrique iglesias


 
rui duarte
20:56
terça-feira
17 jan 2012

"jonathan livingston seagull"
(em português, "fernão capelo gaivota") este livro é um dos meus preferidos e em 1973 foi inspiração para um filme que não faço ideia como seja mas sei que foi cantado por neil diamond e esta é a sua sinopse:



"Jonathan is sick and tired of the boring life in his sea-gull clan. He rather experiments with new, always more daring flying techniques. Since he doesn´t fit in, the elders expel him from the clan. So he sets out to discover the world beyond the horizon in quest for wisdom..."

 
rui duarte
12:38
domingo
15 jan 2012

bom dia, amorzinho


desde que comecei a gostar acho as letras das músicas de queen um bocado lamechas mas têm a capacidade de transmitir muito bem a mensagem (por alguma razão foram uma banda com tanto sucesso, não foi?)

"i was born to love you" é um "bom dia" um pouco óbvio que apareceu como reacção ao teu mas, por qualquer razão, foi a primeira música que me ocorreu e parece perfeita.

nota telefónica:
"amorzinho" seria um bom nome para o telemóvel, não seria?

 
rui duarte
12:03
sábado
14 jan 2012

bichanices


encontrei a música de scissor sisters que costuma passar nos "intervalos" do canal vh1

o vídeo está óptimo! (muito bom!) colorido, animado e interessante, a única parte má é o facto de ser bicha mas não é assim tão péssimo olhar para seres humanos em boa forma física (...)

gosto da música.

 
rui duarte
22:39
quinta-feira
12 jan 2012

e por falar em maravilhoso


 
palmira maria
14:20
quinta-feira
05 jan 2012

dia verde
este foi o primeiro álbum de green day que eu conheci, foi lançado em 1992 e, na realidade, trata-se do segundo álbum da banda, "kerplunkt":



estava a fazer confusão com este que ouvi logo depois e também não é o primeiro deles, trata-se de uma espécie de compilação do seu primeiro álbum "39/smooth" e duas extended plays, "Slappy" e "1,000 Hours"(desconhecia estes factos até hoje e, por curiosidade, a tal primeira obra destes senhores é constituída pelas primeiras 10 músicas neste cd).

o resultado é "1039/smoothed out slappy hours":



facto:
só dois anos mais tarde (1994) surgiu o álbum de consagração e divulgação desta banda intitulado "dookie" (mas esse toda a gente conhece...)

 
rui duarte
09:19
segunda-feira
26 dez 2011

viagens
a propósito do melhor álbum português da década de noventa (ou de todos os tempos?), "pedro abrunhosa e os bandemónio - viagens"...


venho informar que desta vez não estou nervoso nem "pensativo" devido à viagem aérea de amanhã (pois é... é já amanhã!)

 
rui duarte
21:50
domingo
25 dez 2011

deixas-me assim :P
 
palmira maria
12:26
quarta-feira
21 dez 2011

arriba, avante e pop dell`art


eu orgulho-me de conhecer este projecto musical porque acho engraçado ter existido música portuguesa alternativa.
este "sonho" é completamente gay, a letra não é nada de mais e o homem está preso num elevador mas... eu gosto muito desta música (provavelmente a música mais conhecida deles) e também "ainda tenho um sonho ou dois"

nota musical e não só:
gosto de ser "o único" a gostar deles

 
rui duarte
 
escritas com a etiqueta "música".
 
1 2 3 4 5 6 7 8 9
 
(página...)
 
etiquetas:
escritas: 2324

rui duarte

palmira maria